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| Sonho de consumo |
Vejo em nossos dias pessoas completamente destituídas de inteligencia, conhecimento,
alienadas mesmo, tentando se passar por grande coisa, aderem a tudo que é modismo sem se interessar se é saudável ou nocivo a suas vidas.
Vivem em bandos tentando cada um ser melhor que o outro, tudo copiam, querem ter os melhores equipamentos tecnológicos sem usar das suas competências para melhoria de vida, apenas os ostentam se alienando cada vez mais, querendo ainda mais e julgando quem assim não procede desprovido de cérebro.
Triste realidade de nossos dias, onde a comunicação se tornou banal, creem em qualquer coisa que apareça em seus aparelhinhos, não buscam a verdadeira fonte das informações e assim as mentiras se proliferam se tornando verdades absolutas.
Vida virtual, tão banal, vida real tão rica, mas as preferencias são pela vida virtual em detrimento dos horizontes infindos, infinitos da vida real.
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| Tombou |
E assim caiu, ruiu não na primeira chuva como anunciado, porém no primeiro vento.
Estão caçando a culpa, porém ela é dos relapsos moradores que vêem habitar uma área de preservação e resolvem fazer dela uma área de deterioração.
Cacei por mais de dez anos um toca aprazível para viver, e quando encontro acontece isso, a mente deteriorada dos viventes resolve arrancar a cerca viva e trancafiar-se em alvenaria, deu nisso e eu pagando para destruírem o meu sonho, triste realidade de quem vive em Condomínio tendo que submeter-se a maioria que não pensa, apenas repensa.
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| Degradou |
Adentraram o limite de seus lotes como se favela fosse, jamais imaginei tal absurdo e ainda pretendem mais,
querem incluir a área invadida na conta da área permeável e os idiotas que pretendem fazer a cessão que se danem com os custos, invasor é sempre assim, não tem limite, quanto mais pega, mais quer pegar, seus olhos brilham de safadeza, quando esses trastes vão evoluir e entender que leis foram feitas para nos proteger e não para serem burladas, foi aprovado um projeto ambiental para o local que é bacia do Rio Coxipó, apossam-se e tudo destroem, não importa, a mãe natureza não se ofende, ela apenas se defende.
Com meu sonho destruído, sem saber que rumo tomar, para onde partir, e ainda tendo que pagar por tal destruição, onde buscar a solução???
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| O sonho |
Anos a fio procurando uma toca para viver em paz,
Enfim o coração diz sim,
E começa a maratona para a mudança,
As incertezas são inúmeras,
Ficar é um ato de coragem,
Diante das vicissitudes enfrentadas,
Partir são dois atos de coragem,
Longa espera e chega o dia,
Ansiedade toma conta,
Afinal o desconhecido causa panico,
Tudo novo, tudo limpo como o coração pedia,
Cedo começam as tribulações,
Toca inundada, numa tarde de verão na primeira chuva,
Móveis destruídos e vem na conservação,
Na reconstrução, poeira invade tudo,
É grande o desalento,
Longos meses com móveis destruídos
aguardando a renovação,
Enquanto isso aspirando o impuro ar de móvel mofado,
Com grande custo vem a troca,
E a poluição continua,
Depois de muita alergia,
A descoberta,
Infiltração,
Que maldição,
Mais móvel destruído,
Bagunçou com a saúde,
Transtorno e mais transtorno,
Buscava paz, encontrei tormento,
E vem mais tormento,
Vivente não se satisfaz com nada,
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| Sebe viva |
E vamos destruir o que está bem feito,
Preservar pra que, vamos encher os bolsos dos aproveitadores,
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| Alvenaria |
Vamos nos cercar de alvenaria,
Viver na cercania viva, nem pensar,
Tormento para o vivente sem evolução,
Então, pagando para destruir meu sonho,
A duras penas conquistado,
E vendo tudo desmoronando,
Tudo feito sendo refeito,
Num giro sem fim,
E vem mais tribulação,
Não há limites para ambição humana,
Festanças para esquecer as fragilidades,
Os vícios, a alienação,
Que fazer nessa confusão,
Continuar a procura de nova toca,
Quem sabe na próxima encontre seres evoluídos,
Não essa mistura de gente querendo ser mais que gente...
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| Só |
Dias vazios, sem alternativa,
Meu ser grita por companhia,
E o que tem é a solidão,
Gira pra cá e pra lá,
Sem solução.
O que tem é a solidão,
Seres vazios, sem evolução,
Minha alma grita não,
Não a devastação,
Não ao desperdício,
Não a alienação,
E vem alucinação,
Em minha mente vagam imagens
da vida sonhada,
Dos amores vividos e perdidos,
De tempos passados na atividade,
E a inércia escravizando meus dias,
A perguntar porque,
O que há de errado com meu ser,
O que há de certo,
Buscando um sonho quase inatingível,
E o amago do ser
Sabendo que a luta vai continuar,
Até esvaziar e a vitória chegar.
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| E a traição |
Á trinta anos pisei meus pés nesta terra Cuiabá,
Á trinta anos imaginei que a felicidade fosse possível,
À trinta anos fiquei sem carreira, sem família, sem amizades,
Por imaginar que o amor pudesse existir,
Mas era mentira, tudo mentira,
Era apenas um desequilibrado, psicopata
que sente prazer em conquistar e quando consegue,
não há mais interesse algum,
E sem nenhum remorso destrói a vida da companheira,
E segue impune seu caminho,
Deixando pra traz o rastro da destruição,
destruiu minha vida por um capricho,
Se apoiou e me derrubou,
Ainda catando os cacos,
Hoje a ansiedade, o medo fazem parte de minha rotina,
A sensação que tudo possa se repetir,
Faz com me afaste de tudo e de todos,
Quero ficar quietinha em meu canto,
Sem chamar atenção de ninguém,
No meu sentimento ninguém mais é sincero,
Tudo são jogos de interesses,
E nunca mais quero fazer parte disso
É terrível a solidão,
Mas imaginar que tudo possa ocorrer outra vez,
Faz meu ser ficar feliz,
Basta ter saúde, sossego,
O resto é ilusão,
21 de maio 1987, e estava entrando nessa cidade,
onde hoje sou prisioneira das circunstancias,
Se pudesse ter um vislumbre,
do que seria minha vida aqui,
De bom grado teria largado marido
e ficado quietinha em minha terra,
Hoje é preciso viver do jeito que dá...
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| Não adianta cortar |
Estão tentando acabar comigo, de vítima estão me tornando ré, corre de cá e de lá e vira o jogo, os invasores é que estão certos.
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| Raízes de Figueira |
Minha casa com danos que são negados, mesmo diante das evidencias as pessoas ficam cegas, defensor
dando
razão ao requerido, desacreditando em minha palavra, verificar se há mesmo uma raiz invadindo meu imóvel, e nega sem entrar no local, não há uma raiz, há um monte delas por toda parte, no piso da varanda, por baixo da garagem, por baixo do muro, piso da banheiro levantado, telhado virou um lixão.
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| Folhas no telhado |
E agora, confiar no imponderável e deixar tudo como está, assim não corro risco de errar, apenas continuo no prejuízo
que já faz bastante tempo, mais um pouquinho, sem desistir da luta, apenas procurando novos rumos.
Fugir de um mundo cheio de pessoas superficiais que só conseguem enxergar a vida de modo limitado, buscar a paz, que não é encontrada nesta humanidade alienada, prisioneira de bens, uns querendo ser mais que outros, quando tudo é tão simples, as energias estão ai para quem quiser e for digno de possuí-las, prefiro estar em meu mundo onde possa buscar o conhecimento que vislumbro apenas, só as almas sensíveis tem essa capacidade.
Ser estranha em um mundo de horrores, enxergar da maneira que não enxergam, sentir as vibrações universais e fazer parte delas, embora difícil a tarefa não é impossível