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| Avante |
Não me cobre coerência,
Não me cobre decência,
Minha mente voa em direção aos meus sonhos,
Afinal são apenas sete décadas,
Cedo demais para esmorecer,
Vamos realizar, realizar e realizar,
Azar de quem se incomodar,
Muito vai ter que espernear,
Pois vou na direção de meus projetos,
Doa a quem doer,
Sempre a realizar,
Olhar em volta e não ver ninguém?
Que importa,
Sou mais eu só,
Que a carga ter que levar,
Já basta as que carreguei em vão,
Avante...
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| Livre |
O que quiser,
na hora e quando quiser,
cortar todas amarras,
chega de hipocrisia,
oportunismo,
não necessito disso,
vou com minhas pernas,
não preciso das pernas de ninguém,
basta a toda mediocridade,
ela não faz parte de mim,
longe de mim tudo isso,
cheguei sem saber ou querer,
vou indo do jeito que dá,
sem abandonar os sonhos,
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| E vamos nós |
já que cheguei,
lutarei, pelos objetivos,
muita água já correu,
tanta luta, com demoradas vitórias,
mas ai estão,
são conquistas solitárias,
e assim serão também as próximas,
só assim a liberdade será eterna...
Período de vida onde por 18 anos convivi com animais, não foi escolha, foi o destino destinado, apesar da batalha enfrentada, foi grande o aprendizado...
Pequena trajetória da simplicidade do amor, companheirismo, respeito entre um pai e um filho, do nascimento aos dias atuais...
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| Estranhos mundos |
Pensando nas terríveis e sangrentas batalhas dos tempos que não havia a tecnologia atual, onde o combate se dava no corpo a corpo,
pobres soldados inocentes de ambos os lados,
em um ódio tremendo, mortal, matando-se uns aos outros em nome de suas nações, que os colocaram nesse terror.
Inocentes vidas, vítimas da ambição de alguns que se aclamaram reis, em função de invasão de reinos, outros por dinastia e colocam seu povo, seus súditos a se baterem dando suas vidas em sacrifício, a fim de manter o status-quo de sua nação.
Em nossos dias o embate se da nos gabinetes políticos, onde governantes colocados por seu povo os traem, usufruindo para si da riqueza das nações que são produzidas por seu povo, deixando-os a míngua, na miséria como nas antigas e sangrentas guerras.
Nada mudou em nossa pobre humanidade, tudo em nome do poder, do mais forte, do que engana mais e o povo continua sem evoluir, apenas alguns poucos indivíduos saem da indolência, pensando e agindo por suas cabeças, infelizmente são tão poucos e não tem forças suficientes para fazerem a mudança, para que as massas entendam que tudo podem e continuam nesse sistema de coisas feito manada.
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| Vadiando |
Vadiar, andar por ai a vadiar
sem nada importar,
sem pensar no ontem,
Menos ainda no amanhã
vadiar até saciar,
Deixar a vida passar,
Sem se importar com nada,
Vadiar, apenas vadiar,
Não importa em qual lugar,
Vadiar apenas,
Curtir a chuva, o sol, as estrelas
a presença da vida
que é única,
Então vadiar e vadiar.
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| Lixo até nas plantas |
Coisa maluca, gente maluca,
Lixo por todo lado,
Povo? é esse que faz a democracia?
Com toda imundície que faz,
nas ruas, nos lares, nos bares,
por onde andam,
Não pensam por suas cabeças,
São como manada,
Um grita e todos relincham,
Nada os satisfaz,
Vivem na ganancia, na preguiça,
Querem tudo a cair do céu feito maná,
O planeta não aguenta mais ser sugado,
Retribuirá,
Depois dizem é o fim dos tempos,
Viver com o suficiente jamais,
É preciso ostentar, esbanjar,
cada um mais que o outro,
E nessa batida, na lida diária,
vem a cobrança de tanta ganancia,
Poucos escapam,
e são tratados como escória,
Quando na realidade
a escória é o outro...