
Sem nunca chegar,
Gritar, gritar e gritar,
Sem nunca ser ouvida,
Somente as doces lembranças povoam meus dias,
Assim tem sido, assim será.
É o que tem, talvez para o além...

Sem nunca chegar,
Gritar, gritar e gritar,
Sem nunca ser ouvida,
Somente as doces lembranças povoam meus dias,
Assim tem sido, assim será.
É o que tem, talvez para o além...
Tentando entender o desejo do humano,
Possui uma casa que pretende fazer seu lar,
Consequência disso, destrói o que está pronto,
Talvez tentando imprimir sua marca,
Ele desintegra tudo e começa a por pedra sobre pedra,
Tanto faz e desfaz pensando transformar tudo num castelo.
Mas tal não acontece,
O que consegue é deteriorar e fazer algo bom ficar medíocre,
Um belo projeto arquitetônico destruído em pouco tempo,
Onde havia sustentabilidade vira o caos,
Nada mais funciona,
Tudo tem problema,
Então culpa o outro que tentou viver de acordo com o que sonhou, buscou e encontrou.
Situação do vivente que veio para área residencial na busca de paz e sossego
É estar numa área industrial,
Transformada numa máquina de consumir recursos.
É o tal capitalismo selvagem que a todos engole.
Até o que não compactua com tal sistema de coisas...
Vivente bota paredão no nariz do outro,
É irregular,
Mas entendimento do vivente atual é decadente,
Pensa ser evoluído, quando é retrógrado,
E assim caminha, querendo o que o outro fez,
Não importa o transtorno, caos que causa,
Ele quer causar,
Ele acha que causa,
Mas só causa aos ineptos feito ele,
Os de fato evoluídos,
Diante da opressão,
Acabam dando um passo a frente,
Fugindo de paredões opressores...
Não vim parasitar,
Vim para criar,
Fazer evoluir, crescer,
Um impulso aqui, outro ali
E os seres transbordando em evolução,
Preenchem a essência de satisfação,
Fui eu que iniciei,
Foi eu que dei asas a criação
E com isso,
Minha vida expande,
Quando há inspiração,
Vem a criação,
Vem a libertação dos grilhões
A que a mente está submetida,
Embora sejam reais,
Há um passo para a cura...
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