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sábado, 28 de abril de 2012

Sem limites


Noites a fim
Sentimentos sem limites,
Sem barreiras,
Sem fronteiras,
Um não se definia,
O outro não exigia,
Os laços foram se apertando,
Dando forma ao sentimento,
Buscando a perfeição,
Não atentos ao real
Tudo parecia imortal...
Noites afim,
Outras nem tanto assim,
Deixando o vazio na alma,
Tentando buscar a calma,
Nas noites se deixava levar,
Sem se tornar vulgar,
Às vezes barrada pela lei,
Não se deixava arrefecer,
Sem saber que a procura era inútil,
Fútil,
Aquela estrela não se deixava alcançar,
Não se deixava conquistar,
No embalo da ilusão,
Feriu seu coração,
Seguiu uma miragem,
Rumou para outras paragens,
A ausência...
Era presença
Não existia o limite, a distancia,
O tempo não diminuiu a constancia,
Não existiu a saudade,
Tudo era verdade...
Até que a maldade,
Levou
Para sempre
A felicidade                   

Miragem

Moldada na lei universal
Uma miragem, mor foi em minha vida apenas uma miragem, que segui sem entender que aquilo era apenas uma miragem, mas como tudo na minha vida se reveste da mais pura colheita, perto está o dia que o que sonhei e aconteceu com o outro acontecerá também, pois seu ninguém faz comigo o que ele fez e fica impune,sou filha do universo perfeita e com plena consciência que colhe-se o que plantou, e foi marcado por mim a ferro e fogo, marcas que não se apagarão jamais, pode a brasa ter se arrefecido um pouco, mas com o sopro da realidade voltará a se ascender como no momento passado, ai então veremos que toda nossa luta não foi em vão e o coração se encherá de brilho ao ver que na verdade tudo no universo é por merecimento e  tudo tenho feito para te-lo, não tem sido fácil a longa labuta, mas tenho sempre a vitória como real, não aceito a derrota e quando ela vem já sei que foi vitória e não derrota, pois quando uma vitória é dessa forma ela é derrota, pena que vamos entender isso somente muito mais lá na frente, depois do tempo passado é que vamos compreender que nossa derrota foi uma grande vitória, que aquilo não nos faria feliz nunca, nosso essência é de outro barro mais puro é matéria de grande quilate, moldada na grande lei universal vinda de outros mundos  inimagináveis, e não apenas matéria vil dessa involução, que tudo vê da forma  banal, apenas terrena, pensando ser o centro de tudo, pobres coitados como se enganam.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pipoca

Essa bola é minha
Pipoca morreu e a dor me consome, são sentimentos ambíguos de libertação e dor, a dor de quem perde algo precioso, muito precioso, que te acompanhou por dez anos e meio dessa vida, dez anos de dedicação e amor, de repente se vai, deixando saudade imensa, mas precisava ir estava sofrendo, chegou sua hora, mas é muito triste imagina-la morta em uma geladeira e depois cremada, vai virar pó, mas o que será melhor virar pó, virar carniça, ou virar cinza, meu coração está de luto por você Pipoca querida, está sendo duro passar este momento, mas tenho que continuar cuidando de sua irmã Bu, ela está sentindo sua falta também já está velhinha, Pipoca querida que saudade, que saudade, é só o que sinto a sua falta pela casa, a sua falta ao redor de mim, seu doce sorriso, seu doce latido, seu suave olhar, sua elegância, sua brancura seu amor, Pipoca que ao ser solicitado dava licença, subia na cama para dizer que não estava bem, pedia colo quando tinha medo e não sei mais o que dizer, sei que te amo muito, me perdoa se não lhe socorri a tempo, talvez você ainda ficasse mais um pouquinho comigo, talvez não, parece que sua hora chegou mesmo, eu senti isso e tentei te fazer mais feliz possível, sei que você queria comer um osso, e eu não lhe dei, mas era porque lhe fazia mal, sei devo ter sido egoísta fazendo assim, pois assim teria você mais um pouquinho comigo, dei um pedacinho de bolo de chocolate e você adorou, queria mais e não lhe dei para que não lhe fizesse mal, não queria ser cruel, queria apenas lhe proteger, mas acho que você já estava cansada de viver assim tão protegida, você queria namorar e eu toquei o cachorro embora, aquele que invadiu aqui, que quebrou a grade, Pipoquinha querida reinará eternamente em meu coração, meu amorzinho, neta da XU, parece que estou vendo tudo acabado, meu elo com esta terra, esta vida que venho vivendo tudo esquisito, como foi que vim parar neste lugar, que coisa mais esquisita, meu Deus como vou conseguir encontrar o meu caminho, estou perdida nesta terra, muito perdida, senhor me mostra que caminho seguir, já não sinto acolhida junto aos meus, que saudade, como é que pude me perder tanto assim nesta minha vida, que porcaria encontrar alguém pra marido que me fez viver uma enrascada dessas.
*29/11/1995 +29/07/2006

terça-feira, 24 de abril de 2012

Microcosmo

Meu microcosmo
Meu micro cosmo encantado,
Cheio de duendes e fadas,
Com aroma delicioso
Do universo em movimento;
Sabor de néctar e mel;
Inebriante perfume,
Saboroso manjar dos deuses,
Onde imperam
A mais perfeita ordem
E sentimentos diversos
De amor pujante,
Estendido aos quatro cantos
E mais alguns,
Aguçando cinco sentidos
E mais um;
Quais mistérios insondáveis
Ao contemplar
O imenso azul celeste,
Pontilhado de astros e estrelas,
Com a mais perfeita sintonia
Entre ele e eu.

domingo, 22 de abril de 2012

Loucura

Fique em seu canto
É impressionante como consigo ver minha loucura e ficar a parte dela, apenas observando é tudo muito engraçado, não deixarei jamais que essa loucura tome conta de mim, ela que fique quieta no canto dela e eu apenas a observando, hei de ter o discernimento necessário para nunca deixar que isto tome conta totalmente de mim.

sábado, 21 de abril de 2012

Infancia inesquecível

Foi atráz
Dois irmãozinhos de mãos dadas a olharem para a vida junto de seus pais, dão uma fugidinha de casa e vão fazer danações, saem à rua e ficam espreitando os acontecimentos que são muitos, mudanças, tratores a rebocar os carros encalhados na subida que é de barro, acham engraçado e ficam inebriados com a cena, um carro com correntes na roda e nem assim consegue sair do atoleiro, que fica em frente a casa deles, a mãe a gritar no portão para a hora do almoço, uma mesinha quadrada de madeira e cada um com seu prato , nesse dia é arroz e feijão com fígado e salada de alface, conversam, riem juntos, vão a escola, brigam com a irmã e ajudam a mãe nos afazeres domésticos.

Certo dia um deles de tão emocionado vendo a mudança de um amiguinho se sujou nas calças, eram tão ligados que o outro ficou com inveja e fez força até borrar as calças também, chegando em casa relataram o fato à mãe que os mandou lavarem as roupaz, mas eles enojados e com preguiça jogaram as roupas suja na rua, veio um cachorro e comeu os excrementos e as calças, a mãe na tentativa de educá-los os colocou sem roupas na janela para que se envergonhassem e da próxima vez obedecessem, o mais novo se pos em prantos, o maior nem ligou ficou brincando com suas partes intimas e a gargalhar, o pai ao chegar do trabalho vendo a situação os tirou da janela, fazendo-os prometer que tal situação não se repetiria.

Saudades maninhos, saudades grande demais e aquele dia da fuga, enquanto os irmãos maiores tomavam conta do pequeno ele se evaporou, veio a mãe querendo saber o paradeiro da criança e cadê criança que nada, evaporou, foi a maior gritaria se esgoelou toda.
- Mamãe ele estava aqui agora mesmo,
- Mas cadê então,
Sumiu, vizinhos foram chamados à auxiliar na busca, enquanto a mãe se descabelava toda os vizinhos se esforçavam e nada do menino aparecer, lá pelo fim da tarde vem um amigo a trazer o garoto pela mão, então a mãe abraça o menino e da-lhe pancada, pancada nos três, nos maiores porque não olharam e no menor porque sumiu, só então foi pedida explicação do sumiço, e o menino conta que vendo o bananeiro passar com a carroça puchada pela égua ao lado o potrinho ele se entusiasmou e foi atraz a olhar, quando viu que tinha se afastado de casa tentou voltar, mas um cachorro o latiu, teve medo e fugiu, chegou a passar em frente a escola da irmã, mas o cachorro novamente o latiu e acabou se perdendo de vez, chorou, chamou a mamãe e nada até aparecer o amigo e o trazer de volta pra casa, as crianças só não entendiam porque apanharam tanto, já que a mãe chorava e ao aparecer a criança de volta deveria ficar feliz, mas não, espancou as crianças.

Ao chegar o pai que havia trazido um brinquedo de montar, dessas pedrinhas que vão formando casas foi impedido de entregar, pois as crianças estavam de castigo, somente no dia seguinte foi permitido brincar, então já esquecidos do sufoco e da surra do dia anterior, fizeram a maior festa, cheios de felicidade com o brinquedo recebido, brincavam os três juntos, assim os dias passavam felizes, de uma infância inesquecível.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Trem desgovernado

Eu sou
Meu coração é um trem desgovernado, eu não tenho controle sobre minhas emoções, assim embarquei em um bonde que vai pela contra mão, em alta velocidade e sem maquinista, sendo assim constantemente sou tragada por redemoinhos de emoções desnorteando minha vida.

Então é preciso correr atraz da sorte e pega-la à força, nem que seja pelo rabo e não deixar fugir, senão os amputados emocionalmente pegam carona me fazendo de muletas, ai já viu né.

Seres incompetentes pegam carona e difícil é faze-los desembarcar, desembarcam apenas quando encontram um návio a velejar à outros portos, então se vão, sabe-se la o que encontram, mas com a vigarice são bem capaz de ancorar em melhor ancoradouro, e ai ficam a parasitar mais um pouquinho.