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sábado, 7 de abril de 2012

Parasitas

Outrora
Galhos secos, secos galhos...
Com parasitas também secos
Outrora deste vida aos parasitas,






Agora eles lhe tiraram a vida,
Não tem mais como lhe sugarem
O néctar da existência...


E agora?
Seu tronco robusto resiste,
E insiste em voltar a vida,
Com tênues brotos
A saírem de seu  amago


Pássaros descansam...
Mesmo sem suas  folhagens,
Usam-no como trampolim,
Para seus vôos rasantes,
Suas   raízes continuam
A sugar da terra
A seiva da vida.
Queria ser um pintor,
Para poder retratar
Sua beleza estonteante,
Ante a vida e a morte...
Na perfídia do ocaso
Quem vencerá?
Vida ou morte?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bela dama

Quisera lhe fazer uma grandiosa homenagem, nesta data de seu nascimento,  uivar ao mundo o agradecimento de me ter proporcionado a vinda a esta dimensão, foram lutas de titãs as  que travamos, e vencemos, como pobre mortal que sou lhe ofereço esta humilde  recordação  saída do fundo do coração.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Amor eterno


          Bela dama                                          Mamãe e eu


Se o tempo não tivesse cumprido seu dever e a arrebatado, seria mais um ano de vida desta bela dama.

Cumpriu seu instinto de mãe de maneira sublime, deu a sua prole o que de melhor possuia, seu afeto, seu caráter digno, seu DNA.

Eterniza-la seria pouco para o amor louco que uniu nossas vidas, mas pobre mortal que sou, posso apenas eternizar meu amor.

Seus frutos geraram sementes a habitar esta dimensão, que seguirão alheios a essa vida que um dia foi sua, precursora de suas vindouras vidas.

Mas assim é desde os primordios dos tempos
e assim será eternidade afora.

Enquanto eu por aqui estiver,voce estará sempre em minhas memórias, meus devaneios, minha saudade.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Deserto do Infinito

Além do sem fim
O tempo voou na calda de um cometa
E com ele levou,
Sonhos de uma vida
Viva em movimentos,



Vivencias vividas e projetadas
Para além do sem fim,
No obscurantismo do véu do destino,
Se foram os acalantos
Um dia sentidos,
Para onde!
Talvez para o deserto do infinito...
Feito poeira cósmica,
Para um dia no alem,
Integrar-se ou desintegrar
Numa revoada  de sopro divino;
E no caminho da evolução
Voltar a ser
Que sabe,
Simplesmente:
Felicidade.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Abismo

Lançada ao abismo
Hoje completam duas décadas e dois anos que fui lançada ao abismo por quem deveria me amparar, me estender a mão.
 


O susto foi tão grande, que fiquei zonza por muito tempo sem nada entender, como isso pode acontecer.
 
Enfrentei tempestades e furacões tentando a subida,foram 10 anos onde sem êxito compreendi que sozinha não sairia daquilo.
 
Busquei ajuda e foram mais 10 anos de terapia, onde engoli cobras e lagartos, me dei alta e ouvi da terapeuta que estaria colocando minha vida em risco.
 
Não aguentava mais o sistema de coisas e resolvi enfrentar sozinha, a subida vem sendo árdua e longa, mas posso dizer que com relativo êxito.
 
Agora venho colhendo os frutos da semente do bem que lancei no solo de meu destino, entreguei a situação as leis cósmicas para poder sossegar.
 
Aquela hoje CARA GORDA ainda vai colher do fruto da semente do mal que lançou no solo de seu destino, não venha então depois chorar.
 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Orgulho do criador

Especime rara
Pisar no chão onde vivi com meus pais e irmãos, onde construímos nossa vida juntos, onde minha história de vida se fez, foi o maximo.

Tudo o que um dia plantei deixou saborosos frutos que agora vou indo à direção da colheita, o que alegria rever meus amigos de infância e adolescência, que saudade danada de minha terra, agora o retorno está meio insosso, mas devagar vou indo à direção certa e não deixarei mais que as coisas se repitam, que minha vida torne a tomar o mesmo rumo, acredito até que tenha sido uma missão, a vivencia com os animais herdados e a grande saudade deles também fazem parte de minha vida, de meu aprendizado no rumo da evolução para me tornar alguém melhor, alguém, de quem o criador possa se orgulhar de ter colocado este exemplar nesta terra.

domingo, 1 de abril de 2012

Quando

Minha estrela brilhará
É um tempo sem tempo,
É uma vida sem vida,
É uma anarquia com anarquia,
É um crápula mais crápula,
Que nos leva sem levar,
Na inconsciência consciente,
De repente,
Não mais que de repente
O transtorno à nossa mente
Que sente e não sente
Que chora e não chora
Berra, berra e berra...
Até se aliviar, sem aliviar
Quando, quando, quando...
Tudo passará, tudo levará
Tudo será nada, ou tudo será tudo
Ante a impotência...
Ante a indecência...
Da tirania do absurdo
Que fica cego, surdo e mudo
Perante a incompetência de seres abjetos,
Sem competência,
Pegando carona na competência alheia,
Até quando,
Até quando,

Até quando???