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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Gente

Tudo Igual
Gente,
O que é isso?
Gente nasce...
Gente cresce
Gente vive
Gente morre...
Gente é bonita
Gente é feia
Gente estuda
Gente trabalha
Gente trai
Gente explora
Gente é falso
Gente é hipócrita
Gente chora
Gente vai embora
Gente anda
Gente fala
Gente come
Gente é tudo igual

Metido a besta
Mas na mesma cesta
Todos serão metidos
Na mesma medida
Que nenhuma gente escapa
Da escala do fim
Onde todos viram pó
Sem dó nem piedade
E ninguém volta pra contar
Se foi bom ou foi ruim
O início do fim.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Flor do sabugueiro

Foi a salvação
Nasci com uma imensa vontade de aprender, uma curiosidade incontrolável de conhecimento, assim aos 6 anos, mamãe que era semi analfabeta, comprou uma Cartilha Sodré e me ensinou as primeiras letras, fiquei encantada de tal forma com a cartilha que rapidamente decorava as primeiras lições e convidava mamãe para brincar de me ensinar, ao chegar na lição da macaca eu já havia aprendido a soletrar e ninguém mais me segurava, onde via algo escrito la ia eu a soletrar e fazer as perguntas para saber o que significava aquilo, tudo era novidade, tudo era encantador, me envolvia naquele mundo das letras de tal maneira que me sentia o máximo, eu já sabia ler, que emoção.

Este ano dos meus 7 anos foi incrível, viajamos para a cidade de Aparecida do Norte para pagar a promessa que mamãe fez quando eu era bebe, promessa para que eu mamasse, pois desde essa época já não gostava de leite, e recusava o peito, promessa feita comecei a mamar ai então aos 7 anos me levaram para pagar, fomos de ônibus, embarcamos na antiga Rodoviária de Sampa, uma bem bonita cheia de vitrais coloridos ali pelos lados da Estação da Luz, voltamos de táxi, o maximo, a estadia la foi bem legal, meu irmãozinho se perdeu, ele era terrível, saiu correndo em volta da antiga matriz no meio da multidão e difícil foi encontrar.

Nesse ano foi comprada nossa casa, onde nossa estória começaria a ser escrita de verdade, a estória de nossa pequena família, mudamos em 24 de setembro de 1954, no inicio do outro ano fui para a escola, a que felicidade, me sentia mal e nada disse, minha mãe me deu um banho na baciona de alumínio que tinha para essas ocasiões, eu fui meio tonta para a escolinha, toda arrumada de uniforme, fita na cabeça e malinha de material, mas ao chegar a professora me mandou de volta “essa menina está com sarampo, não pode ficar no meio das outras crianças, voltei pra casa aos berros e para me acalmar disse a mamãe que queria costurar na maquina, já tinha alma de estilista, não teve jeito e deixou, a primeira coisa que fiz foi enfiar a agulha no dedo mindinho, ai acabou a brincadeira, estava verdadeiramente mal com o sarampo, a febre foi ficando alta e à noite tive delírios e agarrei a camisola de mamãe, nessa época meu avô materno vivia em casa e foi minha salvação, era um homem meio bruxo, multi-midia se diria nos dias atuais, fazia de tudo um pouco, foi dono de jardineira, muitas terras, gado, prefeito de cidade, professor e até coveiro quando perdeu na política, era de Ouro Preto, falava até da inconfidência, assim saiu pelas ruas a procurar pela flor do sabugueiro, uma erva que já havia visto pelas redondezas e sabia ser benéfica ao tratamento de febres, fizeram o chá e me salvei do sarampo, sendo então iniciada no costume ao tratamento com ervas medicinais.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pequeno Flamboyant


Meu Flamboyant
Nasceu de uma sementinha,
Jogada pelo vento ao léu,
Vindo da flamboyant mãe,
Ergueu-se tênue do solo,
Uma varinha apenas,
Tentando buscar o sol,
Sua copa débil foi crescendo,
Garotos malvados subindo e o maltratando,
E você resistindo,
Veio o homem com sua máquina feroz e o atropelou,

 

Rachando seu caule no encontro com a terra,
Tirando-lhe também,
Uma bela lasca de sua casca,
Mas você “BRAVO FLAMBOYANT’ resiste,
Resiste a tudo,
E na seca de seus galhos,
Surgem as novas sementinhas,
Que irão transformar-se em belas flores,
Em mais alguns dias florescerão,
Para encantamento da primavera vigente,
Dos olhos dos transeuntes,
Que muitas vezes o ignoram,
Mas a mim,
E aos que tenham a sensibilidade na alma,
O deleite é certo.
Obrigado pequeno belo Flamboyant,
Pelo despertar no alvorecer,
Poder contempla-lo
Para embevecer a alma
E a visão.

Paixão

A primeira vista
No primeiro instante,
Forte, violenta, constante...
Vence
Tempo e espaço,
Tropeços e percalços
Segue,
Forte, imbatível...
Pela vida a fora,
Sempre vigente
Paralela a outros momentos
Também intensos,
Porém sem a mesma autenticidade,
Nada,
Consegue arrefece-la,
Ultrapassa todos s limites,   
Sentidos, sonhos imagináveis e
Inimagináveis,
E vai além do possível e impossível,
Transgredindo emoções, sentimentos,
Correspondida!
Ou não?
Sim;
Num segundo momento,
Aflora toda sensibilidade
Do sentimento partilhado,
Elevado a suprema emoção
De corações unidos no mesmo ideal,
Inevitável,
A ruptura;
A distancia física,
Não mais embala o sentimento maior,
Que permanece
E seguirá,
Acalentando dois corações
Até o infinito
Ininteligível

domingo, 8 de abril de 2012

Primeira infancia

Cenário

Íamos vivendo e fazendo danações sem fim, nós e os primos que com frequência visitavam a casa da avó, nos dávamos bem, brincávamos e atentávamos nossas tias, ao que eramos trancados no banheiro, que por sinal muito lindo o banheiro da casa de minha avó, bem grande com azulejos azuis e piso cerâmico, havia uma banheira, grandes armários espelhados e um Box com chuveiro, trancafiados pelas artes cometidas passávamos a usufruir dos produtos de beleza da tia e aprontávamos mesmo, rabiscávamos os espelhos e azulejos com batom, até sermos tirados dali, quando passava a fúria de nossa tia, que acabava rindo das peraltices da sobrinhada.

Os almoços eram verdadeiros banquetes, as pessoas vindas das origens sempre eram hospedadas por lá e assim conhecíamos nossos ancestrais.

Todo ano o Rio Tamanduatei, que passava bem próximo de casa transbordava e uma das irmãs de vovó morava na Avenida do Estado que passa nas margens do Tamanduateí e vinha se hospedar na casa da minha avó, que mais parecia e era chamada de casa da sogra, todo ano era a mesma coisa, enchentes em Sampa e Sanca não são coisas recentes, já existiam a muito tempo

Papai foi trabalhar na Antártica e tudo foi melhorando em nossas vidas, passeávamos aos domingos, íamos ao Museu do Ipiranga eu ficava extasiada ante aquela obra prima, aquele palácio que mais tarde vim saber, ser réplica do Versalhes de Paris em estilo renascentista.

Todo ano viajávamos ao interior Paulista visitar nossos avós maternos era só festa, íamos a principio no trem a vapor da Cia Paulista de trens, na linha da Alta Paulista, todo lotado, mamãe nos colocava para dormir em baixo do banco, mas depois tinha um belo trem com cadeiras estofadas e numeradas, era muito legal, garçons passavam nos vagões com carrinhos de lanches e guaraná, papai nos levava ao carro restaurante para almoçar, ao chegarmos na cidade de meus tios e avós às vezes íamos até o sitio de Charrete, outras em um Pé de Bode alugado  Ford bem antigo, chegando no sítio a festança era boa, subir nas árvores feito macaco, chupar manga no quintal e se lambuzar muito, à noite sob a luz do luar fazer atletismo na areia, dava cambalhotas como ninguém, que pena, meu potencial de atleta foi desperdiçado, tinham o hábito de assassinar  porquinhos quando chegávamos, era papai quem enfiava a faca na goela do coitado que ficava aos berros, credo, que coisa horrível, minha tia uma filha de imigrantes italianos de pé rachado, desdentada, de tão esquisita se tornava encantadora da bondade que emanava, mulher sensível, foi a primeira a perceber a minha sensibilidade em relação aos animais, e me tirava de perto nas ocasiões de chacina de porquinhos pois percebeu que demoravam  morrer quando eu estava perto, na primeira infância sem ter noção de quase nada, já amava a vida dos animais e sofria pela perda delas.

Uma tia tinha um namorado estilo James Dean, filho de emigrantes italianos radicados em São Caetano do Sul, andava em uma Harley Davidson, aos finais de semana iam para a Baixada Santista e só voltavam à noite de domingo, sempre muito lindos vestidos no rigor da moda da época, eles brigavam muito e uma vez ele trouxe um saco de estopa com os presentes recebidos todos quebrados, picados e colocou no portão da casa, quanta judiação, mas namoraram 14 anos e após o falecimento de minha avó se casaram e passaram a viver em sua casa no Jardim Independência, mas brigavam demais e toda vez que os visitávamos ficávamos sabendo que tinham quebrado muito da prataria e cristais que possuíam um jogando na cabeça do outro, até que aos 42 anos o bonitão parecendo já um velho, pela vida boêmia e desregrada que levava adquiriu uma cirrose que o levou desta pra melhor.

A outra, intelectual tinha um namorado lituano fugitivo da segunda guerra e vivia no quartinho dos fundos da casa, tinha um caminhão e gostávamos muito dele, nos levava passear, como robe construía rádios vitrolas, uma delas deixou na casa e ouvíamos Atirei um pau no gato, Criança feliz com o Chico Alves, que eram as musicas modernas que faziam sucesso na época.

Havia muita briga entre os dois casais, não sei o que se passava, mas volta e meia rolavam as escadarias de cerâmica, agora de pouco a prima disse que eram ciúmes, que um era apaixonado pela namorada do outro, era tudo muito engraçado.

Final de ano montavam presépios e arvores de natal, havia ceias fartas e toda tradição mantida, natal pascoa tudo era festa.

Minha avó me ensinou a oração do anjo da guarda, a ser gentil, educada, civilizada, me davam muitos presentes, próximo ao meu aniversário de sete anos vovó me levou para comprar meu presente, eu havia escolhido um anel de chapinha com meu nome gravado, minha personalidade despojada começava então a se revelar, pois era cheia de brincos e anéis de pedrinha e escolhi um bem simples, e fomos nós para a joalheria em São Caetano, na volta na subidinha da curva da Ibitirama começou um rodamoinho, muita ventania parecia que o mundo estava para se acabar, o radio tocava as noticias e minha avó fez o sinal da cruz, era a noticia do suicídio de Getúlio Vargas, entramos em casa e meu pai assim disse, suicídio nada, foi assassinato, meu pai homem culto sabia das coisas.

Pai e vô Frosino

Meu avô materno, Frosino veio para Sampa a fim de trabalhar, minha mãe queria que ele tivesse uma aposentadoria, pois se preocupava com a mãe e irmã que eram dependentes dele, a irmã sofria uma doença nervosa que não seio o que era, ficava o tempo todo sentada em uma cadeira e vez em quando sofria ataque epilético, já a mãe a muito havia perdido o juízo e vivia perambulando pela mata, vez em quando ficava quieta em casa, foi um belo período onde pude usufruir da companhia dessa criatura espetacular, meu vô Frosino, que figura, um lorde, um gentleman, alto, elegante, tinha bela postura, falava bem, meio bruxo, multimídia nos dias atuais, nascido em Ouro Preto se aventurou na política, mas era letrado, dava aulas e ministrava remédios de ervas, possuía terras, gado, jardineira, perdeu na politica e foi ser coveiro, perdeu tudo que tinha na esbornia, vivia nos cabarés, por isso mamãe fez com que ele viesse trabalhar e se aposentar para que tivessem um velhice digna, e assim foi, ao se aposentar voltou para o interior Paulista, Mariópolis, onde foi viver ao lado do filho Aristides, um domador de potros.

Teve meu aniversário de sete anos foi uma festa linda, quem deu o brilho foi minha tia Selly, papai comprou o básico e chegaram com presentes, enfeites para a festa e convidados, foi lindo, talvez pela timidez ou pelo meu desapego já as coisas supérfluas apesar de ter gostado da festa, nunca mais quis outra, no dia seguinte antes de entregarem as garrafas de bebidas ao empório que era em frente a casa, usava assim naquela época, eu daninha e curiosa como sempre abri a porta do guarda comida que ficava em frente a mesa, felizmente, e me pendurei nela, como já era grande sete anos o armário despencou com as comidas e bebidas, sorte tinha a mesa em frente ele bateu nela e não me esmagou, só esmagou as garrafas.

Apesar das surras homéricas a que éramos submetidos, vivíamos felizes, eram cintadas de papai e reiadas com a vara de amoreira da mamãe, ele nos batia muito que mamãe fugia dele na hora H, como trabalhava em período noturno, muito trabalhou meu paizinho, trabalhava em dois empregos, no armazém Makfardi pela manhã e a noite na Antártica, entrava 23h00min para o trabalho, lá pelas 17h00min da tarde queria que mamãe fosse deitar com ele, ela fugia para a casa de minha avó, nós levávamos a culpa, surra e cama ainda com o sol na cara e bico calado, sem um pio, bico no toco, senão apanhava mais.

Belos dias passados na primeira infância nesse local, com a companhia dos primos e familiares, tudo era festa, apesar da prisão, pois aquela rua era de grande movimento e não se saia do quintal sozinho, até que chegou o tempo de nossa mudança para a casa nova no Parque São Lucas, o sonho de mamãe da casa própria havia se realizado.


Tia subiu buscar gato
Antes da mudança ganhamos um gatinho para levar para a nova vida, ele desapareceu, o vimos na casa da vizinha, titia a intelectual foi busca-lo, brigou por lá e voltou sem o bichano, armou uma estratégia para pegá-lo, chamou a irmã e as amigas, limparam as varinhas de amoreira e disseram para nós, quando as criaturas descerem nos avisem ao que prontamente avisamos, foi muito engraçado, discussão e varas na cara, muita gente, muita briga minha avó com dificuldade de locomoção caiu ao chão, não conseguia se levantar, nesse dia levantou, mamãe chamou papai que dormia, pois trabalhava no período noturno, Lazinho vai levantar sua mãe, ao chegar ela estava em pé, ele chamou a policia foram todos para a delegacia e levaram a maior bronca, da próxima vez as escriturárias iam escrever na prisão e as outras limpar o chão.

Então nos arrumaram um filhotinho de cão, que também desapareceu, o vimos numa casa mais acima da Rua Ibitirama, mas desta vez não quiseram ir buscar e assim mudamos sem nenhum animalzinho para estrear nossa casa e nossa liberdade, enfim rua, livres, rumo a uma nova vida, a vida da família que de fato se firmava em sua casa própria que permaneceu sendo nossa por 54 anos, onde vivemos nossas mazelas e nossa felicidade, onde tivemos dignidade.

sábado, 7 de abril de 2012

Pascoa

Vóvo,eu, Dirce
Páscoa, foi numa longinqua e distante que perdi minha vózinha querida, primeiro grande amor da minha vida, naquele dia todos se voltaram a mim preocupados pois sabiam de meu bem querer por ela.

Inusitado é que não senti o acontecido, para mim era como se estivesse sendo espectadora de uma peça theatral, nada daquilo tinha a ver comigo, infelismente tudo aquilo tinha sim muito mais importancia em minha vida, pois daquele momento em diante perdi o grande amor de minha vida e até hoje amargo na saudade como se nenhum dia houvesse passado.

O destino se encarregou de afastar a familia até aquele dia unida, muito unida, hoje são fragmentos de uma época área passada, cada um distante em diversos continentes, uma breve tentativa de aproximação, mas em vão, pois toda a distancia e tempo passado se encarregaram do afastamento.

A vida tem sido cruel com os membros dessa familia, toda desgarrada e tem estirpe, segundo um dos membros iluminados que resolveu buscar pela nossa ascendencia, sem mesmo haver vivido na época áurea dos momentos inesquecíveis, pois ainda se encontrava no éter esperando pela sua descida a esta dimensão, talvez proposital para que alguém um dia possa revelar o que precisa vir a luz, não viemos da plebe somos nobre.

Isto faz doer ainda mais meus sentimentos pela maneira como hoje venho sendo tratada, estou fora de meu ninho feito passaro ferido sem conseguir retornar ao lar, mas retornar pra onde? Se hoje não tem mais ninho.

Um ser estranho fora de seu habitat natural sofrendo toda forma de humilhações, apenas por querer fazer as coisas dentro das leis dos humanos, porque das do universo elas são feitas, então aqueles que estão desrespeitando tais leis, fatalmente chegará o dia da prestação de contas, não venhão então chorar.

Hoje estou nessa viagem longa no tempo e no espaço físico, mas chegará o dia do retorno então será a glória anunciada.

No sonho, em outra dimensão, minha querida vózinha continua comigo e agora tem em seus braços seu neto amado, que desde seu nascimento senti uma forte paixão por essa criatura, que fez parte de minha vida e hoje já retornou ao lar eterno, ja fez o temido caminho de volta, e agora o anjo louro também se juntou a eles.

Inesplicávelmente, essas partidas também se revestiram da mais pura alienação, como se fosse coisa planejada pelo destino, aqueles anjos realmente não pertenciam a este sistema de coisas.

Vagando mais um pouco nessa viagem ao passado, passa pela minha mente todas as criaturas que um dia fizeram parte dessa familia, viveram e deram sua contribuição a este planeta, hoje são como personagens de um filme, mas enquanto vida eu tiver estarão sempre presentes em minha mente, meu coração, minha saudade.

Acalento

Sabor dos ventos
Doce xaxim, pendurado assim,
Ao sabor dos ventos,
Sendo o alento da alma que se acalma,
Ao contempla-lo assim,
Tão definido, perante o infinito...
Trazendo o acalento ao coração
Sedento de amor e paixão,
Na doce ilusão da fertilização,


Com suas raízes sugando a terra fecunda,
Extraindo o néctar da vida,
Transmutando em beleza infinita,
Suas verdes folhas selvagens,
Quando soltas levadas a longínquas paragens,
Secando e tornando à terra mãe,
Para alimenta-la como adubo,
Para futuras plantações,
Para alimentação da prole humana,
Desumana,
Que emana dos continentes,
Qual gente... Sendo bicho;
Que não é bicho,
Porque bicho é mais humano,
Não comete atos desumanos,
Tal qual você doce xaxim,
Meu coração clama,
Pela chama...
Que um dia  acenderá
No coração do homem,
A fagulha que resplandecerá,
Na compreensão e contemplação
Mútua do universo,
Tal qual engrenagem besuntada,
Fluindo para a eternidade,
Sonhada e acalentada
Pelo grande criador.