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sábado, 11 de novembro de 2017

Vadiar

Vadiando
Vadiar, andar por ai a vadiar
sem nada  importar,
sem pensar no ontem,




Menos ainda no amanhã
vadiar até saciar,
Deixar a vida passar,
Sem se importar com nada,
Vadiar, apenas vadiar,
Não importa em qual lugar,
Vadiar apenas, 
Curtir a chuva, o sol, as estrelas
a presença da vida
que é única,
Então vadiar e vadiar.

domingo, 22 de outubro de 2017

Maluquice

Lixo até nas plantas
Coisa maluca, gente maluca,
Lixo por todo lado,
Povo? é esse que faz a democracia?



Com toda imundície que faz,
nas ruas, nos lares, nos bares,
por onde andam,
Não pensam por suas cabeças,
São como manada,
Um grita e todos relincham,
Nada os satisfaz,
Vivem na ganancia, na preguiça,
Querem tudo a cair do céu feito maná,
O planeta não aguenta mais ser sugado,
Retribuirá, 
Depois dizem é o fim dos tempos,
Viver com o suficiente jamais,
É preciso ostentar, esbanjar,
cada um mais que o outro,
E nessa batida, na lida diária,
vem a cobrança de tanta ganancia,
Poucos escapam,
e são tratados como escória,
Quando na realidade
a escória é o outro...

Cruel

Vendo a vida passar
Chegamos a este planeta, nele vivemos algum tempo e temos que morrer,





Todo ser vivente vive apenas para morrer,
Não compreendo essa lógica das coisas,
É um correr sem tempo na busca de não sei que,
Para não sei que, e tudo acaba no nada,
Acorda, levanta, corre na luta da vida,
Dorme, acorda, levanta e tudo de novo,
Passam minutos, dias, horas, meses, anos e anos,
Sempre na mesma batida, dorme, acorda, levanta, vai a luta,
Chegamos solitários, pelados, sem de nada saber,
Corremos o tempo todo na busca de coisas,
Partimos solitários, sem coisas, sem nada,
Complicado de entender o sentido disso tudo,
Chegar e partir,
Esse é o destino do ser vivente...

Cão Vadio

Cão Vadio
Dentro de meu ser existe um cachorro vira latas,
Quando bebê, bem fofinho acreditou num mundo perfeito,



Com o tempo as bordoadas e o rabinho entre as pernas,
Vai crescendo, fazendo danações e mais bordoadas,
O rabinho entre as pernas,
E festejando com lambe, lambe a mão que da bordoada,
Abanando o rabinho para o maltrato,
Imaginando ser a vida assim mesmo,
Encontra um benfeitor que dá carinho, amizade,
em seguida o abandono,
Ai vira cão vadio,
Com os vadios também abandonados,
Com o passar do tempo que nada perdoa,
Os vadios abandonados partiram um a um,
e agora,
É seguir feito cão vadio,
E quando enxerga um conterrâneo na rua,
Se desespera abanando o rabinho e querendo levar pra casa,
Não suporta ver o abandono dos seus,
Sai correndo, fica deprê, por nada poder fazer
a não se abanar o rabinho,
Quando o viralatinha interno percebe que vai passear,
Fica todo faceiro abanando o rabinho,
Até a deprê vai embora, entra em êxtase
Sai lampeiro por ai a passear,
esquece até o abandono, rebola de prazer,
Até voltar para a toca, com o rabinho entre as pernas,
e perceber que nada mudou,
Então deita o esqueleto e tenta o repouso,
até um novo dia...

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mediocridade Contemporanea

Sonho de consumo
Vejo em nossos dias pessoas completamente destituídas de inteligencia, conhecimento, 


alienadas mesmo, tentando se passar por grande coisa, aderem a tudo que é modismo sem se interessar se é saudável ou nocivo a suas vidas.


Vivem em bandos tentando cada um ser melhor que o outro, tudo copiam, querem ter os melhores equipamentos tecnológicos sem usar das suas competências para melhoria de vida, apenas os ostentam se alienando cada vez mais, querendo ainda mais e julgando quem assim não procede desprovido de cérebro.


Triste realidade de nossos dias, onde a comunicação se tornou banal, creem em qualquer coisa que apareça em seus aparelhinhos, não buscam a verdadeira fonte das informações e assim as mentiras se proliferam se tornando verdades absolutas.


Vida virtual, tão banal, vida real tão rica, mas as preferencias são pela vida virtual em detrimento dos horizontes infindos, infinitos da vida real.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Muro tombado

Tombou
E assim caiu, ruiu não na primeira chuva como anunciado, porém no primeiro vento.





Estão caçando a culpa, porém ela é dos relapsos moradores que vêem habitar uma área de preservação e resolvem fazer dela uma área de deterioração.

Cacei por mais de dez anos um toca aprazível para viver, e quando encontro acontece isso, a mente deteriorada dos viventes resolve arrancar a sebe viva e trancafiar-se em alvenaria, deu nisso e eu pagando para destruírem o meu sonho, triste realidade de quem vive em Condomínio tendo que submeter-se a maioria que não pensa, apenas repensa.



Degradou
Adentraram o limite de seus lotes como se favela fosse, jamais imaginei tal absurdo e ainda pretendem mais, 


querem incluir a área invadida na conta da área permeável e os idiotas que pretendem fazer a cessão que se danem com os custos, invasor é sempre assim, não tem limite, quanto mais pega, mais quer pegar, seus olhos brilham de safadeza, quando esses trastes vão evoluir e entender que leis foram feitas para nos proteger e não para serem burladas, foi aprovado um projeto ambiental para o local que é bacia do Rio Coxipó, apossam-se e tudo destroem, não importa, a mãe natureza não se ofende, ela apenas se defende.

Com meu sonho destruído, sem saber que rumo tomar, para onde partir, e ainda tendo que pagar por tal destruição, onde buscar a solução??? 

domingo, 3 de setembro de 2017

Drama

O sonho
Anos a fio procurando uma toca para viver em paz,
Enfim o coração diz sim,
E começa a maratona para a mudança,




As incertezas são inúmeras,
Ficar é um ato de coragem,
Diante das vicissitudes enfrentadas,
Partir são dois atos de coragem,
Longa espera e chega o dia,
Ansiedade toma conta, 
Afinal o desconhecido causa panico,
Tudo novo, tudo limpo como o coração pedia,
Cedo começam as tribulações,
Toca inundada, numa tarde de verão na primeira chuva,
Móveis destruídos e vem na conservação,
Na reconstrução, poeira invade tudo,
É grande o desalento,
Longos meses com móveis destruídos
aguardando a renovação,
Enquanto isso aspirando o impuro ar de móvel mofado,
Com grande custo vem a troca,
E a poluição continua,
Depois de muita alergia,
A descoberta,
Infiltração,
Que maldição,
Mais móvel destruído,
Bagunçou com a saúde,
Transtorno e mais transtorno,
Buscava paz, encontrei tormento,
E vem mais tormento,
Vivente não se satisfaz com nada,



Sebe viva
E vamos destruir o que está bem feito,
Preservar pra que, vamos encher os bolsos dos aproveitadores,






Alvenaria
Vamos nos cercar de alvenaria,
Viver na cercania viva, nem pensar,
Tormento para o vivente sem evolução,





Então, pagando para destruir meu sonho,
A duras penas conquistado,
E vendo tudo desmoronando,
Tudo feito sendo refeito,
Num giro sem fim,
E vem mais tribulação,
Não há limites para ambição humana,
Festanças para esquecer as fragilidades,
Os vícios, a alienação,
Que fazer nessa confusão,
Continuar a procura de nova toca,
Quem sabe na próxima encontre seres evoluídos,
Não essa mistura de gente querendo ser mais que gente...