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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Muro tombado

Tombou
E assim caiu, ruiu não na primeira chuva como anunciado, porém no primeiro vento.





Estão caçando a culpa, porém ela é dos relapsos moradores que vêem habitar uma área de preservação e resolvem fazer dela uma área de deterioração.

Cacei por mais de dez anos um toca aprazível para viver, e quando encontro acontece isso, a mente deteriorada dos viventes resolve arrancar a sebe viva e trancafiar-se em alvenaria, deu nisso e eu pagando para destruírem o meu sonho, triste realidade de quem vive em Condomínio tendo que submeter-se a maioria que não pensa, apenas repensa.



Degradou
Adentraram o limite de seus lotes como se favela fosse, jamais imaginei tal absurdo e ainda pretendem mais, 


querem incluir a área invadida na conta da área permeável e os idiotas que pretendem fazer a cessão que se danem com os custos, invasor é sempre assim, não tem limite, quanto mais pega, mais quer pegar, seus olhos brilham de safadeza, quando esses trastes vão evoluir e entender que leis foram feitas para nos proteger e não para serem burladas, foi aprovado um projeto ambiental para o local que é bacia do Rio Coxipó, apossam-se e tudo destroem, não importa, a mãe natureza não se ofende, ela apenas se defende.

Com meu sonho destruído, sem saber que rumo tomar, para onde partir, e ainda tendo que pagar por tal destruição, onde buscar a solução??? 

domingo, 3 de setembro de 2017

Drama

O sonho
Anos a fio procurando uma toca para viver em paz,
Enfim o coração diz sim,
E começa a maratona para a mudança,




As incertezas são inúmeras,
Ficar é um ato de coragem,
Diante das vicissitudes enfrentadas,
Partir são dois atos de coragem,
Longa espera e chega o dia,
Ansiedade toma conta, 
Afinal o desconhecido causa panico,
Tudo novo, tudo limpo como o coração pedia,
Cedo começam as tribulações,
Toca inundada, numa tarde de verão na primeira chuva,
Móveis destruídos e vem na conservação,
Na reconstrução, poeira invade tudo,
É grande o desalento,
Longos meses com móveis destruídos
aguardando a renovação,
Enquanto isso aspirando o impuro ar de móvel mofado,
Com grande custo vem a troca,
E a poluição continua,
Depois de muita alergia,
A descoberta,
Infiltração,
Que maldição,
Mais móvel destruído,
Bagunçou com a saúde,
Transtorno e mais transtorno,
Buscava paz, encontrei tormento,
E vem mais tormento,
Vivente não se satisfaz com nada,



Sebe viva
E vamos destruir o que está bem feito,
Preservar pra que, vamos encher os bolsos dos aproveitadores,






Alvenaria
Vamos nos cercar de alvenaria,
Viver na cercania viva, nem pensar,
Tormento para o vivente sem evolução,





Então, pagando para destruir meu sonho,
A duras penas conquistado,
E vendo tudo desmoronando,
Tudo feito sendo refeito,
Num giro sem fim,
E vem mais tribulação,
Não há limites para ambição humana,
Festanças para esquecer as fragilidades,
Os vícios, a alienação,
Que fazer nessa confusão,
Continuar a procura de nova toca,
Quem sabe na próxima encontre seres evoluídos,
Não essa mistura de gente querendo ser mais que gente...

Domingo

Dias vazios, sem alternativa,
Meu ser grita por companhia,
E o que tem é a solidão,
Gira pra cá e pra lá,
Sem solução.
O que tem é a solidão,
Seres vazios, sem evolução,
Minha alma grita não,
Não a devastação,
Não ao desperdício,
Não a alienação,


E vem alucinação,
Em minha mente vagam imagens
da vida sonhada,
Dos amores vividos e perdidos,
De tempos passados na atividade,
E a inércia escravizando meus dias,
A perguntar porque,
O que há de errado com meu ser,
O que há de certo,
Buscando um sonho quase inatingível,
E o amago do ser
Sabendo que a luta vai continuar,
Até esvaziar e a vitória chegar.

domingo, 21 de maio de 2017

Trinta anos

E a traição
Á trinta anos pisei meus pés nesta terra Cuiabá,
Á trinta anos imaginei que a felicidade fosse possível,
À trinta anos fiquei sem carreira, sem família, sem amizades,




Por imaginar que o amor pudesse existir,
Mas era mentira, tudo mentira,
Era apenas um desequilibrado, psicopata
que sente prazer em conquistar e quando consegue,
não há mais interesse algum,
E sem nenhum remorso destrói a vida da companheira,
E segue impune seu caminho,
Deixando pra traz o rastro da destruição,
destruiu minha vida por um capricho,
Se apoiou e me derrubou,
Ainda catando os cacos,
Hoje a ansiedade, o medo fazem parte de minha rotina,
A sensação que tudo possa se repetir,
Faz com me afaste de tudo e de todos,
Quero ficar quietinha em meu canto,
Sem chamar atenção de ninguém,
No meu sentimento ninguém mais é sincero,
Tudo são jogos de interesses,
E nunca mais quero fazer parte disso
É terrível a solidão,
Mas imaginar que tudo possa ocorrer outra vez,
Faz meu ser ficar feliz,
Basta ter saúde, sossego,
O resto é ilusão,
21 de maio 1987, e estava entrando nessa cidade,
onde hoje sou prisioneira das circunstancias,
Se pudesse ter um vislumbre,
do que seria minha vida aqui,
De bom grado teria largado marido
e ficado quietinha em minha terra,
Hoje é preciso viver do jeito que dá...

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Detonada

Não adianta cortar
Estão tentando acabar comigo, de vítima estão me tornando , corre de cá e de lá e vira o jogo, os invasores é que estão certos.





Raízes de Figueira

Minha casa com danos que são negados, mesmo diante das evidencias as pessoas ficam cegas, defensor




dando razão ao requerido, desacreditando em minha palavra, verificar se há mesmo uma raiz invadindo meu imóvel, e nega sem entrar no local, não há uma raiz, há um monte delas por toda parte, no piso da varanda, por baixo da garagem, por baixo do muro, piso da banheiro levantado, telhado virou um lixão.

Folhas no telhado
E agora, confiar no imponderável e deixar tudo como está, assim não corro risco de errar, apenas continuo no prejuízo



que já faz bastante tempo, mais um pouquinho, sem desistir da luta, apenas procurando novos rumos.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Fuga

Fugir de um mundo cheio de pessoas superficiais que só conseguem enxergar a vida de modo limitado, buscar a paz, que não é encontrada nesta humanidade alienada, prisioneira de bens, uns querendo ser mais que outros, quando tudo é tão simples, as energias estão ai para quem quiser e for digno de possuí-las, prefiro estar em meu mundo onde possa buscar o conhecimento que vislumbro apenas, só as almas sensíveis tem essa capacidade.

Ser estranha em um mundo de horrores, enxergar da maneira que não enxergam, sentir as vibrações universais e fazer parte delas, embora difícil a tarefa não é impossível

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Assédio

Impor respeito
Temos ouvido falar demais em assédio nesses últimos dias, penso que é assediado quem permite e depois quando não mais interessa, resolve fazer alarde e a manada vai atrás.

Já sou uma pessoa madura e passei por vários tipos de assédio, foram chefes, colegas de trabalho, pessoas próximas, namorado de amiga, marido de amiga, familiares, transporte público, enfim por ai,  até tentativa de estupro.  

Nuca tive necessidade de expor a mim nem ao assediador, parava na hora, um gesto, um olhar, uma fala, uma atitude e pronto.

No caso da tentativa de estupro que foi dentro de meu lar e eu sozinha, senti a força da dominação de um homem ao qual fiquei impotente, mas não desisti e lutei, esperneei, gritei, ao final pedi ajuda ao cachorro que subiu na cama achando que era brincadeira, pois a pessoa frequentava a casa, era amigo, falei ao cão Tigre me ajuda, ao que acabei desencorajando o agressor que disse, não precisa pedir pra Tigre e saiu, passei a trancar o portão e no dia que essa pessoa voltou a me visitar e se deparou com a situação, depois disso não mais o deixei adentrar meu lar, perdeu a minha confiança; veio para pedir perdão ao qual não aceitei, cortei relações, passados uns 10 anos apareceu, tinha achado seu rumo na vida, um homem de bem, lembrou o fato e elogiou minha atitude, dessa vez não mais saiu da linha.

Quando ainda criança 13 anos de idade já trabalhava e enfrentava o transporte público lotado nas madrugadas indo ao trabalho e ao anoitecer na volta, era tão inocente que demorei a perceber os esfregas, mas quando tomei consciência o que era aquilo, carregava espetado na roupa um alfinetinho de cabeça, no primeiro roçar botava o alfinete para funcionar, espetava o atrevido sem , eu e as companheira de trabalho fazíamos isso e o agressor se afastava na hora sem nenhum alarde, hoje vejo fazendo separação de homens e mulheres no transporte público, quando a solução é tão fácil.

Recente precisei de um prestador de serviço no lar, não era a primeira vez que o convocava e sempre tratei com respeito, um jovem rapaz eficiente em sua profissão, neste sábado ao termino, pouco antes de pagar o serviço notei suas partes intimas eretas expostas, a surpresa foi grande, mas mantive a postura, esperei que acabasse o serviço, fui em sua direção e perguntei o preço, já com o dinheiro na mão, pois sabia o valor e sempre dou uma gorjeta, o que fiz, entreguei-lhe o dinheiro, fez gesto que não tinha troco, disse está certo, seu trabalho merece e tratei de o ir levando pra rua, ao sair todo desconfiado, já na rua eu fechando o portão, disse a ele, fecha sua roupa que está aberta, ele fez a tá, com expressão indescritível, não achei necessário mais nada e vou continuar contratando seus serviços quando necessário, pois não é fácil encontrar profissionais competentes e tenho certeza que vai se portar da maneira correta como sempre fez.

Por muito menos que isso já vi mulheres fazendo escândalos, chamando policia, fazendo propaganda do ocorrido, acabando com a reputação de pessoas de bem.

Somos humanos, com necessidades biológicas inerentes, sujeitos a equívocos mas a atitude do outro, depende também da minha...